
A decisão do governo Romeu Zema (Novo) de impor sigilo a um documento que revela o valor de mercado da Codemig uma das estatais mais valiosas do país gerou forte reação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e acirrou o debate sobre transparência na gestão pública.
O documento em questão contém informações estratégicas sobre o patrimônio e os ativos da Codemig, empresa responsável pela administração de reservas de nióbio, lítio, terras raras e concessões de águas minerais. O valor real desses ativos é considerado peça-chave nas negociações da dívida mineira com a União, que gira em torno de R$ 170 bilhões.
Com o sigilo, parlamentares e a sociedade civil ficam impedidos de acessar dados que poderiam indicar o potencial econômico da estatal e seu papel nas tratativas financeiras com o governo federal.
A oposição na ALMG vê a medida com preocupação, argumentando que a falta de transparência pode enfraquecer a posição de Minas Gerais nas negociações e comprometer a avaliação da viabilidade de um possível acordo.
O episódio adiciona mais tensão ao cenário político mineiro, num momento em que a situação fiscal do estado e o futuro das estatais estão no centro das discussões entre Executivo, Legislativo e sociedade.
Reprodução: Rede Social
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