
Minas Gerais registrou um aumento expressivo no número de pessoas vivendo em situação de rua nos últimos anos. De acordo com dados consolidados até dezembro de 2025, o total saltou de 23.433 pessoas em 2020 para 33.139, representando um crescimento de 41,4% em seis anos. Com esse avanço, o Estado passou a ocupar a terceira posição no ranking nacional, ficando atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro, que contabilizam, respectivamente, 150.958 e 33.656 pessoas nessa condição.
O cenário se reflete nos 853 municípios mineiros, evidenciando um problema social de grandes proporções. Belo Horizonte, capital do Estado, acompanha a tendência e se consolida como o principal epicentro da situação. Até o último mês de 2025, foram registradas 15.474 pessoas vivendo nas ruas da capital, o que corresponde a 46,6% de todo o contingente estadual.
Em cinco anos, o crescimento em Belo Horizonte foi de aproximadamente 30%. Em 2020, eram 11.858 registros, número que avançou de forma contínua diante do agravamento das vulnerabilidades sociais e econômicas.
Em entrevista ao jornal O TEMPO nesta quarta-feira (14), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) informou, por meio de nota, que desde 2019 coordena a Política Estadual de Assistência Social, ressaltando que a execução direta dos serviços é de responsabilidade primária dos municípios. A pasta destacou ainda que, por meio do Piso Mineiro de Assistência Social, o Estado cofinancia os serviços socioassistenciais, incluindo aqueles voltados à população em situação de rua.
Segundo a Sedese, em 2025 o Piso Mineiro atingiu o valor histórico de R$ 130,7 milhões anuais, ampliando a capacidade dos municípios de fortalecer a rede de atendimento e assistência a essa população vulnerável.
Reprodução: Rede Social




















