
Os preços internacionais do petróleo registraram queda nesta segunda-feira (5/1), em reação à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela para a captura de Nicolás Maduro e ao anúncio de Washington sobre a intenção de explorar os recursos petrolíferos do país sul-americano. O movimento do mercado reflete a expectativa de aumento da oferta global de petróleo diante do novo cenário geopolítico.
Por volta das 9h05 GMT (6h05 em Brasília), o barril do Brent do Mar do Norte, referência internacional, para entrega em março, recuava 1,12%, sendo negociado a US$ 60,07. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, com vencimento em fevereiro, apresentava queda de 1,22%, cotado a US$ 56,62.
Analistas avaliam que a possibilidade de retomada e ampliação da produção venezuelana, aliada ao envolvimento direto dos Estados Unidos na exploração do petróleo do país, influenciou o comportamento dos investidores, que passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional.
Após a captura de Maduro, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou estar disposta a trabalhar em cooperação com o governo do presidente Donald Trump. Em declaração no domingo, Rodríguez defendeu a construção de uma relação “equilibrada e respeitosa” entre Caracas e Washington, sinalizando abertura para negociações no setor energético.
O episódio adiciona novos elementos de instabilidade e reconfiguração ao mercado global de energia, que segue atento aos desdobramentos políticos e econômicos na América do Sul.
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