24 de Fevereiro, 2026 15h02mPalestra

“Diagnóstico não é sentença”: palestra no Hospital Frei Gabriel reforça acolhimento e qualidade de vida no Fevereiro Roxo

“Receber o diagnóstico de uma doença crônica não é uma sentença de morte, é o primeiro passo para aprender a viver uma nova vida.” A frase, dita pela fisioterapeuta Juliana Dias dos Santos, marcou o tom de um encontro especial realizado no Hospital

“Receber o diagnóstico de uma doença crônica não é uma sentença de morte, é o primeiro passo para aprender a viver uma nova vida.” A frase, dita pela fisioterapeuta Juliana Dias dos Santos, marcou o tom de um encontro especial realizado no Hospital Frei Gabriel durante a campanha Fevereiro Roxo — mês dedicado à conscientização sobre Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia.
O bate-papo, que reuniu pacientes e colaboradores, transformou-se em um gesto de acolhimento e reflexão. Guiada pelo lema da campanha, “Se não há cura, que haja conforto”, Juliana conduziu a conversa para além dos aspectos clínicos: ela buscou mostrar que o enfrentamento de uma doença crônica também passa pela compreensão, pela empatia e pela reconstrução da rotina.
Durante a fala, a fisioterapeuta destacou que os maiores inimigos dessas condições não são apenas os sintomas, mas o preconceito e a falta de acolhimento. Lembrou que a Fibromialgia, frequentemente chamada de “doença invisível”, ainda é injustamente vista por muitos como exagero ou frescura — percepção que desconsidera o impacto real da dor cotidiana na vida dos pacientes.
Sobre o Alzheimer, Juliana ressaltou os profundos desafios enfrentados pelas famílias, que precisam reorganizar hábitos, buscar paciência diária e adaptar a convivência às mudanças impostas pela doença. Já o Lúpus foi apresentado como uma condição na qual o próprio sistema imunológico ataca órgãos como pele e rins, causando manchas, dores e febres sem motivo aparente.
Apesar das dificuldades, a mensagem deixada foi de transformação. Para Juliana, viver com uma condição crônica não significa viver com sofrimento. Com tratamento adequado, apoio multidisciplinar, fisioterapia e informação, é possível — e necessário — ter qualidade de vida.
O encontro ressaltou que o diagnóstico pode ser um divisor de águas, mas também pode marcar o início de uma trajetória de superação. E, acima de tudo, reforçou que medicamentos ajudam, mas é a empatia que cura a alma.

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