
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o presidente da Câmara Municipal de Conceição das Alagoas, identificado pelas iniciais G.P.A., e outras cinco pessoas por suposta participação em um esquema de desvio de recursos públicos relacionado à desapropriação fraudulenta de terrenos no município. A denúncia também solicita à Justiça a prisão dos investigados e o bloqueio de bens.
Segundo o Ministério Público, o vereador — que também atua como taxista — teria liderado uma organização criminosa suspeita de manipular o processo de desapropriação de uma área destinada à construção de moradias populares.
As investigações apontam que o esquema envolvia o superfaturamento do imóvel, a utilização de um laudo de avaliação fraudulento e movimentações financeiras fracionadas, além de saques em dinheiro para ocultar valores, prática que pode caracterizar lavagem de dinheiro.
Ainda conforme a apuração, após receber o pagamento da Prefeitura, o proprietário do terreno teria repassado parte do valor ao vereador e a outros integrantes do grupo, com a intermediação de um operador financeiro. Integrantes da comissão responsável pela avaliação do imóvel também foram denunciados sob suspeita de inserir informações falsas em documento público.
Este é o segundo vereador de Conceição das Alagoas denunciado pelo Ministério Público em menos de uma semana. Neste caso, os investigados podem responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a até 30 anos de prisão.
O caso segue em tramitação na Justiça.
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