
O cenário econômico projetado para 2026 tem preocupado gestores municipais em todo o país. Dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que cerca de 30% das prefeituras brasileiras já enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores. Em Minas Gerais, o índice é semelhante e atinge 28% dos municípios.
A situação pode se agravar nos próximos meses. Um mapeamento realizado pela CNM indica que medidas aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional, como reajustes para o funcionalismo público, podem gerar um impacto superior a R$ 300 bilhões nos cofres municipais, pressionando ainda mais orçamentos já comprometidos.
Para o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, o momento é de extrema dificuldade. “Estamos tentando pagar o almoço e a janta, apagando incêndios diariamente”, afirmou, ao destacar o esforço das administrações locais para manter serviços básicos em funcionamento.
Especialistas avaliam que o problema está diretamente ligado ao atual pacto federativo, que concentra nas cidades grande parte das responsabilidades, como saúde, educação e mobilidade urbana, sem a correspondente garantia de recursos financeiros. O desequilíbrio entre atribuições e arrecadação, segundo eles, coloca em risco a sustentabilidade fiscal dos municípios e a continuidade de políticas públicas essenciais à população.
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