
Acusado pela oposição de pressionar deputados estaduais para privatizar a Copasa com suposto objetivo de favorecer o mercado financeiro, o governador Romeu Zema (Novo) se pronunciou nesta segunda-feira (6/10), garantindo que o processo será conduzido de forma aberta e transparente.
Segundo o chefe do Executivo, nenhuma etapa da venda será feita às escondidas.
“É um processo totalmente transparente. A empresa vai ser colocada em leilão na B3 e aquele que oferecer o maior lance é que vai levar; um processo totalmente aberto. Outros estados já passaram por isso. Minas está sendo um dos últimos estados a passar por esse processo”, afirmou Zema, durante evento para divulgar ações previstas para o período chuvoso.
O governador também destacou a necessidade da venda da estatal como forma de obter recursos para quitar dívidas do estado com a União e acelerar a universalização do tratamento de água e esgoto em Minas Gerais.
“Os mineiros ganharão duas vezes: vão ter uma empresa mais ágil, que vai avançar mais rapidamente no saneamento e também vão ter um abatimento na dívida”, disse.
Zema reforçou que "A empresa que vier a adquirir ou a ter a concessão do saneamento em Minas terá de universalizar o fornecimento de água e o tratamento de esgoto e vai fazer isso muito mais rápido do que a Copasa. Porque a Copasa, como uma empresa estatal, precisa de toda aquela burocracia de licitação, contrata uma construtora que muitas vezes para a obra, exigindo reequilíbrio financeiro. Quando isso estiver na mão de uma empresa privada, não vai acontecer”.
O governador busca, com a declaração, responder às críticas da oposição e reforçar o argumento de que a privatização pode trazer eficiência e avanços no saneamento básico para Minas Gerais.
Reprodução: Rede Social
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