
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS devem recorrer nesta segunda-feira (19) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de reaver o acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações haviam sido retiradas do alcance da comissão por decisão do ministro Dias Toffoli, em dezembro do ano passado.
A CPI aprovou, no dia 4 de dezembro, a quebra dos sigilos do banqueiro no contexto das investigações que apuram possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, oito dias após a deliberação do colegiado, Dias Toffoli determinou que os dados não permanecessem disponíveis à comissão, o que, segundo os parlamentares, comprometeu uma parte central das apurações.
Os membros da CPI argumentam que o acesso às informações é essencial para aprofundar as investigações sobre a atuação do Banco Master no mercado de crédito consignado. A instituição financeira é suspeita de ter concedido mais de 250 mil empréstimos com indícios de fraude, afetando diretamente beneficiários do INSS.
O volume expressivo de operações suspeitas foi inicialmente revelado pelo jornal *O Estado de S. Paulo* e, posteriormente, confirmado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Em declarações públicas, ele reconheceu a existência de indícios de irregularidades nas operações realizadas pelo banco.
A comissão defende que a decisão judicial que restringiu o acesso aos dados inviabiliza a apuração completa dos fatos e pretende convencer o STF de que a quebra de sigilo é necessária para esclarecer responsabilidades, identificar eventuais crimes e proteger os segurados da Previdência Social.
O caso segue em análise, enquanto a CPI tenta retomar instrumentos considerados fundamentais para o avanço das investigações sobre possíveis fraudes no sistema de empréstimos consignados do INSS.
Reprodução: Rede Social


















