
O Banco Master realizou remessas que somam US$ 531 milhões entre dezembro de 2018 e abril de 2021 para uma empresa investigada sob suspeita de enviar recursos à facção criminosa PCC e ao grupo terrorista Hezbollah. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo jornal Folha de S. Paulo. À época das operações, a instituição financeira ainda se chamava Banco Máxima. Considerando a cotação atual, o montante corresponde a aproximadamente R$ 2,8 bilhões.
Segundo investigações da Polícia Federal, a empresa One World Services (OWS), companhia brasileira que atua na venda direta de criptoativos teria comprado bitcoins para pessoas condenadas por lavagem de dinheiro ligada a organizações criminosas. As operações teriam sido realizadas por meio de contas mantidas no Banco Master, sem a apresentação da documentação exigida pelo Banco Central naquele período.
O relatório da PF aponta que Daniel Vorcaro ingressou no Banco Máxima em 2017 e assumiu o controle da instituição em 2018. As transações investigadas ocorreram entre dezembro de 2018 e abril de 2021, fase em que os serviços cambiais ganharam relevância no balanço do banco, antecedendo mudanças de nome e de estratégia empresarial.
Ainda de acordo com a apuração, a autorização formal do Banco Central para determinadas operações só foi concedida em agosto de 2019. As investigações seguem em andamento para apurar eventuais responsabilidades e o cumprimento das normas regulatórias vigentes à época.
Reprodução: Rede Social




















