
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (23) uma operação para investigar supostos crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo o banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
A ação mobilizou mais de 50 agentes federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Entre os alvos da operação estão dirigentes da instituição financeira, incluindo o bispo João Urbaneja, seu filho Thiago Urbaneja, além de Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero.
Segundo a investigação, os envolvidos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios com o objetivo de ocultar a real situação financeira do banco. De acordo com relatórios do Banco Central, as supostas irregularidades buscavam apresentar a instituição como financeiramente solvente perante os órgãos de fiscalização, facilitando a realização de operações consideradas suspeitas.
Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o sequestro e bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670 milhões.
O bispo Edir Macedo não foi alvo dos mandados de busca e apreensão, uma vez que atualmente reside fora do Brasil.
As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer o alcance das supostas fraudes e os prejuízos causados ao sistema financeiro. Até o momento, os citados na operação não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações.
Fonte: O Tempo
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