
Dados do Vigitel, sistema do Ministério da Saúde, indicam avanço expressivo na realização de mamografias no Brasil. Em 2024, cerca de 92% das mulheres entre 50 e 69 anos já haviam feito o exame ao menos uma vez na vida — índice que em 2007 era de 82,8%.
O crescimento foi registrado em todas as faixas etárias e níveis de escolaridade, com destaque para mulheres de 60 a 69 anos e para aquelas com menor grau de instrução. Entre esse público, a cobertura passou de 79,1% para 88,6% no período analisado. Para ampliar o diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde estendeu a oferta da mamografia pelo SUS às mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas. Só em 2024, esse grupo respondeu por cerca de 30% dos exames realizados na rede pública. Também houve ampliação do rastreamento preventivo até os 74 anos, faixa etária onde se concentra a maioria dos casos da doença. Apesar dos avanços, especialistas alertam que muitas mulheres ainda chegam aos serviços de saúde com a doença em estágio avançado, reflexo de dificuldades de acesso e da demora entre o exame, o diagnóstico e o início do tratamento. O câncer de mama segue como o mais comum e o que mais mata mulheres no país, com cerca de 37 mil óbitos por ano. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de mais de 78 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028. Médicos reforçam que a mamografia continua sendo a principal ferramenta para detectar a doença precocemente, elevando significativamente as chances de cura, que podem chegar a 95% quando o diagnóstico é feito no início.
Além do exame regular, a prevenção também passa por hábitos saudáveis, como atividade física, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool. Especialistas defendem que ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento dentro do prazo legal é fundamental para salvar vidas.
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