21 de Janeiro, 2026 16h01mJustiça

Chega de Malícia: resort Tayayá nunca pertenceu a Dias Toffoli

Um resort de luxo no interior do Paraná, frequentemente associado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, voltou ao centro de debates após reportagem do Metrópoles esclarecer a origem e a propriedade do empreendimento.

Um resort de luxo no interior do Paraná, frequentemente associado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, voltou ao centro de debates após reportagem do Metrópoles esclarecer a origem e a propriedade do empreendimento. Apesar de ser conhecido popularmente em Ribeirão Claro como “o resort do Toffoli”, o Tayayá Resort jamais pertenceu oficialmente ao magistrado.
Os repórteres Valentina Moreira e Sam Pancher, do Metrópoles, estiveram hospedados no local e apuraram que o resort foi vendido formalmente por dois irmãos e um primo de Dias Toffoli a um advogado ligado à J&F, conglomerado empresarial dos irmãos Batista. Antes dessa transação, os parentes do ministro haviam negociado participação no empreendimento com um fundo que tinha entre seus investidores o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Apesar dessa complexa teia de negócios, a associação do nome de Toffoli ao resort é recorrente na cidade. Isso se deve, em grande parte, à frequência com que o ministro visita o local. Ele já promoveu festas no empreendimento, dispõe de uma casa exclusiva em uma área nobre do resort — localizada no alto de uma colina com vista para a represa de Xavantes — e conta com um barco que permanece à sua disposição.
Ainda assim, registros imobiliários confirmam que Toffoli nunca foi proprietário do resort Tayayá nem do barco ancorado na represa. A comparação feita na reportagem relembra outros casos de associações populares sem respaldo legal, como o episódio do Sítio de Atibaia, atribuído ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que também nunca esteve em seu nome.
O texto ressalta que o salário de um ministro do STF, inferior a R$ 50 mil mensais, inviabilizaria a posse direta de um empreendimento desse porte. Ter parentes bem-sucedidos nos negócios, segundo a apuração, não implica necessariamente riqueza pessoal do magistrado.
A reportagem também aponta que o resort abriga atividades de apostas. Há máquinas consideradas legais no Paraná, mas também foram constatadas sessões de jogos a dinheiro, prática ilegal em todo o território nacional.
O caso reacende discussões sobre percepções públicas, associações indevidas e a necessidade de separar fatos comprovados de interpretações apressadas no cenário político e institucional brasileiro.

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