18 de Junho, 2026 15h06mCrime Organizado

DeepSWAP: Polícia Civil desarticula organização criminosa especializada em golpes eletrônicos e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Repressão a Fraudes de Frutal, deflagrou nesta quarta-feira (18) a primeira fase da Operação DeepSWAP, uma ampla ação contra uma organização criminosa especializada em fraudes eletrôni

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Repressão a Fraudes de Frutal, deflagrou nesta quarta-feira (18) a primeira fase da Operação DeepSWAP, uma ampla ação contra uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, golpes do WhatsApp, clonagem de linhas telefônicas (SIM Swap) e lavagem de dinheiro.

A investigação foi coordenada pelo delegado de Polícia Civil de Frutal, João Carlos Garcia Pietro Júnior, com apoio da Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos.

Ao todo, a Justiça expediu oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Goiânia e Jaraguá, em Goiás. Durante a operação, quatro investigados foram presos preventivamente em Goiânia. Os demais suspeitos encontram-se foragidos.

Entre os investigados estão W.S.F.S., R.S.A., Y.H.O.S., A.G.S., C.R.P.A., R.Z.S., M.S.C. e L.F.G.S., todos com prisão preventiva decretada. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão contra outros envolvidos identificados durante as investigações.

As investigações apontam que a organização criminosa atuava em diversos estados brasileiros, fazendo vítimas em Minas Gerais, Goiás, Ceará e Mato Grosso. Entre os municípios atingidos estão Frutal, São Cristóvão (CE), Jaciara (MT), Jaraguá (GO), Nanuque, Patos de Minas e Araxá, além de outras cidades ainda em fase de identificação.

O grupo é investigado pelos crimes de organização criminosa, fraude eletrônica qualificada e lavagem de dinheiro, previstos na Lei nº 12.850/2013, no Código Penal e na Lei de Lavagem de Dinheiro.

 

Investigação começou após golpe contra Defensor Público

Segundo a Polícia Civil, o trabalho investigativo teve início após o registro de uma ocorrência envolvendo um Defensor Público que foi vítima da modalidade criminosa conhecida como "SIM Swap". Os criminosos assumiram o controle da linha telefônica da vítima e do aplicativo WhatsApp, realizando transferências bancárias e compras não autorizadas por meio do aplicativo da Caixa Econômica Federal.

O prejuízo inicial foi estimado em aproximadamente R$ 70 mil. Com o aprofundamento das investigações, os policiais descobriram que o caso fazia parte de um esquema criminoso muito mais amplo e sofisticado, responsável por novas fraudes que elevaram os prejuízos identificados para cerca de R$ 170 mil apenas entre as vítimas já reconhecidas.

 

Patrimônio milionário e centenas de contas bancárias

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de valores e sequestro de bens dos investigados. O montante bloqueado pode chegar a R$ 2 milhões.

Até o momento, a Polícia Civil identificou aproximadamente R$ 1 milhão em patrimônio ligado aos investigados, incluindo imóveis e veículos.

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Outro dado que chamou a atenção dos investigadores foi a grande estrutura financeira utilizada pela organização. Somente entre os oito investigados com prisão decretada foram identificadas 226 contas bancárias e cerca de 250 chaves PIX utilizadas para movimentação dos recursos obtidos por meio das fraudes.

A Polícia Civil estima que os prejuízos causados às vítimas em diversos estados brasileiros possam ultrapassar R$ 2 milhões, valor que ainda pode aumentar conforme a análise dos dados bancários e fiscais autorizada judicialmente.

 

Investigado pode entrar na lista da Interpol

Durante as apurações, foi constatado que um dos investigados se encontra atualmente em Portugal. Diante da situação, foi solicitado ao Poder Judiciário o encaminhamento das medidas necessárias para inclusão do suspeito na Difusão Vermelha da Interpol (Red Notice), mecanismo internacional utilizado para localização e eventual prisão de foragidos em outros países.

 

Operação mobilizou forças de Minas Gerais e Goiás

A Operação DeepSWAP contou com a participação dos delegados João Carlos Garcia Pietro Júnior e Fabrício Altemar, além dos investigadores Stenio, Alcione, Helder e Leandro Felipe, da Delegacia de Frutal.

A ação também recebeu apoio da Polícia Civil de Goiás, que mobilizou 49 policiais civis para o cumprimento dos mandados judiciais.

O nome da operação faz referência à principal modalidade de fraude identificada nas investigações, o "SIM Swap", técnica utilizada para transferir indevidamente linhas telefônicas e assumir o controle de aplicativos de mensagens, contas bancárias e identidades digitais das vítimas.

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