
O prefeito de Frutal, Bruno Augusto, afirmou que a Prefeitura não tomará, de forma isolada, a decisão sobre o futuro da prestação dos serviços de água e esgoto no município. Segundo o prefeito, a proposta apresentada pela Copasa para renovação do contrato será discutida com os vereadores e, principalmente, com a população.
Bruno Augusto explicou que, na última segunda-feira, reuniu os vereadores para apresentar oficialmente a proposta encaminhada pela companhia. De acordo com ele, a Copasa enviou propostas de renovação contratual aos municípios onde presta serviços após a privatização da empresa.
O prefeito também lembrou que a administração municipal havia instaurado um processo administrativo para avaliar a prestação dos serviços pela Copasa e analisar possíveis medidas em relação ao contrato. Com a mudança na natureza jurídica da companhia, segundo Bruno, o cenário foi alterado.
“Agora nós temos nas mãos a decisão de continuar com a Copasa, abrir uma licitação para que uma nova empresa assuma o serviço, ou o município assumir esse serviço”, afirmou.
Diante das alternativas, Bruno Augusto defendeu que o processo seja conduzido com transparência e participação popular. O prefeito anunciou que serão realizadas audiências públicas para ouvir a comunidade frutalense e não descartou a possibilidade de um plebiscito.
A intenção, segundo ele, é evitar que uma decisão dessa importância seja tomada sem que a sociedade tenha oportunidade de conhecer a proposta, discutir as alternativas e manifestar sua opinião.
O prefeito também fez referência à renovação do contrato com a Copasa ocorrida no ano 2000, quando, segundo ele, o vínculo foi prorrogado por 30 anos sem a participação da população e da Câmara Municipal.
“Eu não vou fazer isso. Na minha administração, nós iremos tomar essa decisão junto com a comunidade”, declarou.
Bruno Augusto reforçou ainda que sua administração pretende manter o diálogo com o Legislativo e com a população durante todo o processo. A definição sobre a permanência da Copasa, a realização de uma nova licitação ou eventual municipalização dos serviços deverá ocorrer somente após a análise das alternativas e a participação da comunidade.





















