“Eu peguei na mão daquela mãe”: Dra. Cláudia Mota relata ao Jornal Pratense história emocionante de acolhimento a mãe atípica

Em um depoimento emocionante e exclusivo ao Jornal O Pratense, a vereadora e fonoaudióloga Dra. Cláudia Mota compartilhou uma experiência que, segundo ela, marcou profundamente sua trajetória de atendimento e cuidado com as famílias. O caso envolve uma mãe atípica que chegou ao consultório bastante emocionada, chorando e sem saber por onde começar após receber uma hipótese diagnóstica relacionada ao filho. “Ela chegou no consultório chorando e não sabia por onde começar. Ela teve uma hipótese diagnóstica e não sabia: e agora? O que eu vou fazer? Por onde começar?”, relatou Dra. Cláudia. Diante da angústia daquela mãe, a vereadora conta que decidiu ir além da orientação médica e ajudá-la a encontrar um caminho. “Você pegar na mão daquela mãe e falar: vem cá, primeira coisa que a gente tem que fazer”, destacou. A partir daquele momento, Dra. Cláudia começou a ajudar a família na organização dos próximos passos, buscando profissionais e direcionando a mãe para uma equipe especializada. Psicóloga, neuropediatra e outros profissionais passaram a fazer parte do processo de investigação e acompanhamento da criança. Segundo ela, a mãe enfrentava muitas dificuldades e tinha pouco direcionamento para compreender o que deveria fazer diante daquela nova realidade. Depois de um longo processo, veio o fechamento do diagnóstico e, posteriormente, o encaminhamento da criança para atendimento no núcleo, onde passou a receber o suporte de uma equipe multidisciplinar. O reencontro com aquela mãe foi um dos momentos que mais marcaram a vereadora. “Ela chegou inclusive para agradecer. A criança já estava dentro do núcleo, recebendo todo o apoio da equipe multidisciplinar”, contou, emocionada. Para Dra. Cláudia Mota, a transformação vivenciada pela família resume a importância do acolhimento durante uma das fases mais difíceis para muitas mães atípicas.
“Eu acho que ver uma mãe num desespero e depois você ver uma mãe já sendo acolhida, eu acho que marca”, afirmou.
Mais do que uma lembrança profissional, o episódio permaneceu na memória da vereadora pelo contraste entre os dois momentos: de um lado, uma mãe chegando ao consultório em lágrimas, perdida diante de uma hipótese diagnóstica; do outro, a mesma mãe encontrando apoio, orientação e caminhos para cuidar do filho.
“Ficou também muito marcada essa mãe, o desespero que ela chegou e depois você lembrar daquele rostinho lá, com aquele desespero em lágrimas, em pranto, com aquela hipótese diagnóstica, e depois ela passar por esse processo até fechar o diagnóstico e ser encaminhada”, finalizou Dra. Cláudia.
Uma história que mostra que, para muitas famílias, receber um diagnóstico é apenas o começo de uma caminhada — e que ter alguém para estender a mão pode fazer toda a diferença.





