Tragédia em Brumadinho: O mar de incertezas após dois anos de tragédia
02 ANOS SEM RESPOSTAS Por Renata Tasso Há dois anos atrás o Estado de Minas Gerais sofreu um dos maiores pesadelos da sua hist&oac
02 ANOS SEM RESPOSTAS
Por Renata Tasso
Há dois anos atrás o Estado de Minas Gerais sofreu um dos maiores pesadelos da sua história. No dia 25 de janeiro de 2019, a barragem de rejeitos da mineradora Vale do Rio Doce, cedeu em Brumadinho (MG). O acidente é considerado o maior desastre trabalhista em perdas de vidas humanas e o maior desastre industrial do século. Foi considerado um dos maiores desastres ambientas causados por extração de minério já registrados em solo brasileiro após o rompimento da barragem de Mariana, em 05 de novembro de 2015.
O rompimento da barragem vitimou 259 pessoas e deixou 11 desaparecidas. Com a contagem das 11 pessoas desaparecidas em meio ao lamaçal provocado pela Vale, o número de vítimas fatais passaria para 270 pessoas.
São 270 famílias que ainda carregam no peito a dor de ter perdido um ente querido. É como se fosse uma ferida aberta que nunca irá cicatrizar. É preocupante analisar que boa parte das famílias que sobreviveram a tragédia precisam lidar com problemas psicológicos, financeiros e ainda contar com o negligêciamento por parte da mineradora que continua a acumular lucros com a extração de mineiro de ferro na região.
Ninguém foi punido. As famílias aguardam pela reparação da mineradora. Em 2020 o Ministério Público apresentou duas denúncias contra a Vale do Rio Doce e contra a empresa alemã por homicídio doloso duplamente qualificado e por crimes ambientais.
O drama humano ocasionado pela tragédia é visto por todos os lugares do Córrego do Feijão. Mesmo dois anos depois da tragédia é impossível mensurar quando as coisas vão voltar a “normalidade”. A lentidão dos processos judiciais e o abandono da Vale matam a esperança dos que ficaram.


