Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
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Para 79,8% das vítimas, o fim começou com um “eu te amo”.

Esse número não é só uma estatística. É o retrato de uma realidade cruel que acontece dentro de casa, muitas vezes cometido por quem deveria ser refúgio, e não ameaça.

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Para 79,8% das vítimas, o fim começou com um “eu te amo”.

Esse número não é só uma estatística. É o retrato de uma realidade cruel que acontece dentro de casa, muitas vezes cometido por quem deveria ser refúgio, e não ameaça.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, no ano passado, companheiros e ex-companheiros foram responsáveis por quase 8 em cada 10 feminicídios registrados no Brasil.
Enquanto isso, autores desconhecidos representaram apenas 2,8% desses crimes.

Isso significa uma coisa: o perigo, na maioria das vezes, não está no estranho na rua. Está na convivência, no silêncio de um relacionamento doentio, no controle disfarçado de amor.

E há um dado que acende ainda mais o alerta: em 2024, os desconhecidos eram 5,8%. Em 2025, caíram para 2,8%. Ou seja, fica cada vez mais claro que o feminicídio é um crime de proximidade, de posse, de poder.

Não é violência aleatória. É violência doméstica. É machismo. É estrutural.

Precisamos falar sobre isso. Precisamos romper o ciclo. Precisamos acreditar nas vítimas.

Se você está passando por uma relação abusiva, saiba que não está sozinha.

Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.

Ligue 3421-4614 CRAM - Centro de Referência e Atendimento à Mulher

Em caso de emergência, 190.

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